Dyogo Oliveira diz que reforma da Previdência não será adiada para depois das eleições

Por Cristiano 23/01/2018 - 13:19 hs

Às vésperas do retorno dos trabalhos parlamentares, o governo continua nas tratativas para votar e aprovar a Reforma da Previdência no Congresso. Em entrevista à TV NBR, o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, negou que o governo pretenda deixar as discussões para depois das eleições e reafirma a data de 19 de fevereiro para o assunto entrar na pauta da Câmara.

O ministro voltou a dizer que o sistema é distorcido e precisa de revisão. E lembrou que o rombo na Previdência atingiu um valor recorde de R$ 268 bilhões.

Sonora: “As pessoas que se aposentam ganhando um salário mínimo já se aposentam em média com 60 anos. As pessoas que se aposentam ganhando mais de seis salários mínimos se aposentam em média com 50 anos de idade. O déficit da Previdência Geral, dos trabalhadores privados, R$ 182 bilhões, são 30 milhões de pessoas. O déficit do setor público, R$ 84 bilhões, 1 milhão de pessoas.”

Sobre o reajuste de servidores, o ministro afirmou que as carreiras que ganham menos continuam sem previsão de aumento. E quem receber algum reajuste a partir de fevereiro corre o risco de ter que devolver o dinheiro.

Sonora: “Não há esse problema da irredutibilidade do salário em relação à medida provisória que adiou os reajustes de algumas carreiras do serviço público. Exatamente aquelas carreiras mais bem remuneradas. O salário médio dessas carreiras é de R$ 13 mil mensais. As carreiras que ganham menos, do governo federal, já não tinham previsão de reajuste.”

O ministro Dyogo Oliveira anunciou também que o governo federal lançará editais para a contratação de servidores neste ano, mas não vai aumentar o quadro de pessoal, apenas repor servidores em áreas estratégicas e mais desfalcadas.